sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Happy New Year!


E mais um ano que começa, mais um capítulo que abrimos e começamos a escrever. Gostava de ter vindo aqui mais cedo, mas infelizmente o tempo que disponho para mim tem sido curto e quase extinto. O ano mudou mas há coisas que permanecem intactas e esta é uma delas. Gostava de a modificar, mas “valores” falam mais alto e tenho assim de hipotecar prazeres a que gosto de me deleitar.
Começo então por falar naquela maravilhosa noite que muitos apreciam. A passagem de ano! Pois é, o Pi entrou em altas no novo ano. Aliás, eu já saí do outro completamente em alvoroço! E assim mesmo é que deve ser, despedirmo-nos e recebermos em alegria e festa, de copo na mão, passas e muitos desejos… Que sabemos serem na sua maior parte verdadeiras utopias, no entanto, vale a pena sonhar. E quanto a vocês? Como foi? Quero saber tudo! Informação adicional: Foi uma passagem de ano passada entre amigos e somente isso, sem novelas mexicanas pessoais, sem aventuras sexuais, sem devaneios… Alguns disparates, pois com certeza que sim, mas nada de por aí alem.

Até agora, oito dias passaram e muito provavelmente já muita água passou nos vossos moinhos, ao contrário do meu. A minha vida permanece intacta, sem qualquer mudança. Ando a ficar frustrado com tanta monotonia e rotina, e confesso que sinto falta de partir a loiça toda, de disparatar à grande, mas há algo que me prende, quer interna, que exteriormente. Não sei o que se passa comigo, se perdi a magia que julguei um dia ter, mas o meu dom está a extinguir-se e eu não consigo fazer nada para o recuperar. O que fazer? Aceitar que o Pi está a crescer e que já é um homenzinho? Ou tentar a todo o custo recuperar as suas loucuras de outrora? Ando baralhado e o mais frustrante é que sem tempo para pensar nas minhas crises existenciais! Ando a sufocar com esta vida de workaholic em que giro em torno do que tenho para fazer no dia seguinte e em que adormeço a pensar no que podia ainda ter feito. Ando a viver uma relação e de contracto assinado! E o pior? É que virei um chulo porque o meu namorado paga-me para andar com ele!

Hiroshima! É a palavra de ordem para esta primeira semana do ano que passou. As bombas foram lançadas à minha volta em catadupa e parece que todos os meus amigos resolveram revoltar-se com as suas vidas e provocaram uma verdadeira revolução. Resultado? Ando às aranhas a tentar fazer de pronto socorro para cada um, mas sem sucesso. Numa altura em que tento encontrar momentos para a minha introspecção que tanta falta me faz, não consigo atender a todos os fogos, e fica desde já aqui registado que peço desculpa a todos, mas eu sou só um e não consigo ter mãos para todos. No entanto, sabem que aqui estou!
Apesar de não haver lugar para grandes pensamentos, há lugar para sentimentos. Não amorosos, porque esses resolveram tirar férias de mim e já há muito que não regressaram, qual licença de parto. E é precisamente por isso que preciso mesmo de falar acerca disso. Necessito desapertar este nó que tenho na garganta. Assim sendo, espero ainda este fim-de-semana conseguir preparar mais um texto que me deixe libertar um pouco do que sinto no peito, e com sorte, alinhavar um novo refrescante que me volte a trazer para as luzes da ribalta como o Disparador mais famoso da internet!
Novidades? O Pi aderiu ao facebook e mesmo ainda estando no início e tendo pouco ou nada para apresentar por lá, quero trabalhar afincadamente nesse lado também. Para quem ainda não recebeu o convite, não se acanhe e procure-me por lá como “Os Disparates de Pi”! Sejam amigos e mostrem-se! Aproveito ainda para agradecer às novas caras que já vi surgirem aqui nos comentários. Mesmo que em anónimo, obrigado pelas vossas visitas e sejam bem-vindos. Prometo uma vez mais, estar mais presente com os meus devaneios!
Beijinhos, Pi*

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

See You Next Year...

Hoje, hoje antecede-se o dia que encerra mais um capítulo com 365 páginas. Hoje começa o processo de consciencialização de tudo o que aconteceu no decorrer deste ano. Faz-se um balanço. Vocês aqui souberam de mim mais do que um dia julguei vir a revelar publicamente, mas hoje, ao repensar em tudo o que fiz, sinto-me feliz pelo que tenho construído nos últimos meses aqui neste pequeno blog. Ainda está longe de chegar onde pretendo, mas no entanto sei que calmamente vou trabalhando para concretizar o meu objectivo! Não me arrependo e bem pelo contrário, orgulho-me de ser honesto e de partilhar um pouco de mim, mais um tanto de um mundo “paralelo” que para muitos é desconhecido, mostrando-lhes todos os seus lados, independentemente de serem negativos ou positivos.
Aproveito este último post de 2009 para agradecer a todos as vossas visitas e os disparates que deixam aos meus próprios disparates, que ainda acho poucos, não ficando triste por isso porque sei que são vários os que me seguem para grande surpresa minha. A todos o muito obrigado e espero contar com vocês em 2010 também. E em forma de desejo, que venham muitos mais e que os Disparates de Pi andem na boca desta cidade (pormenor que já me aconteceu vindo de uma total estranha).
Desejo-vos por fim em tom de cliché que o melhor deste ano seja o pior do ano que se avizinha e aproveitem bem a noite de passagem de ano que eu farei o mesmo, sempre com muita loucura e acima de tudo, disparates! Beijinhos grandes e vemo-nos no próximo ano.*

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encontros Inesperados de Natal

Olá disparadores.
Pois é, o natal já passou e estamos quase quase num novo ano. Sobre isso, falarei depois, por agora vou ficar-me pelo natal deste ano que pouco ou nada teve de especial na sua consoada, mas que proporcionou surpresas e encontros inesperados ao longo do dia.
Tenho uma teoria que aplico várias vezes. Todos nós temos hábitos diários, e mesmo que inconscientemente os façamos, temos rotinas que executamos diariamente já mecanicamente. Como o caminho que fazemos para o trabalho, o primeiro pé que colocamos fora da cama, a primeira coisa que fazemos quando ligamos o computador, enfim, um número infindável de processos. Eu tenho um, para além de muitos, na casa-de-banho mal saiu do banho, tenho uma ordem exacta de fazer as coisas, e nunca as troco a menos que me lembre de o fazer por razões que explicarei mais daqui a pouco. E passo a explicar. Sair do banho, limpar o corpo, desodorizante, cotonetes, passar água pela banheira com o chuveiro, fechar cortinas, colocar creme no corpo, secar o cabelo, ligar o babyliss e sair. (Atenção que não contei com o barbear e com todos os outros que vêem depois).
Ora bem, este meu exemplo é idiota, eu bem o sei, mas serve para vos explicar a minha teoria de que quando mudamos estes passos automáticos que seguimos à risca sem nos apercebermos, algo de inesperado acontece nesse dia ou brevemente. Pode ser positivo ou negativo, mas parece que mexe um pouco o seguimento do nosso destino, se é que este existe, e provocamos uma espécie de sismo neste fazendo com que lhe troquemos as voltas e façamos algo que não era suposto. É disparate, eu sei, um perfeito disparate, mas cada maluco com a sua pancada e a minha já a comprovei por mais de que uma vez ser real.
No dia 24 deste mês deu-me para mudar algo e sem pensar que ia alterar porque achava que o devia fazer ou porque me havia lembrado da minha teoria, modifiquei o caminho que faço para ir para o trabalho. Resultado? Dei de caras com uma pessoa que ficou no passado… Um ex namorado com o qual acabei por e-mail. Sim, é verdade, sim, foi algo hediondo, mas sim também há uma explicação para na altura o ter feito e acreditem que era a única solução se queria ser honesto. Mas isso será matéria para outro disparate e nessa altura irão perceber o porquê de o ter feito. Mas adiante. Ali estava ele, ali estava eu, ali estava uma falta de um ambiente constrangedor que seria suposto existir entre ambos. Ao invés disso cumprimentamo-nos como se nada tivesse acontecido e fomos juntos no metro fazendo a viagem praticamente juntos e conversando amenamente sobre as novidades da vida de cada um. Pelo caminho, ao trocarmos de linha, dei de caras com uma amiga que já não via há meses e que de todo não contava encontrar ali e muito menos aquela hora. Foi breve, muito rápido este encontro com ela, mas quando já estava sozinho a ir para o trabalho, não podia deixar de pensar na ironia da vida e que pode ter sido por diversas razões, causalidade talvez e mais provavelmente, mas será que o facto de ter mudado as coisas não fez com que eu pudesse estar no momento certo à hora exacta para encontrar estas duas pessoas? Ou, para os crentes, era já o meu destino mudar o caminho para me encontrar com eles? De qualquer das formas, foram surpresas com as quais eu não contava, e se a segunda serviu de prenda de natal desembrulhada, a primeira serviu para acabar com o meu arrependimento, mesmo que não tenhamos falado acerca do passado e ele não me tivesse dito que estava magoado comigo. A sua atitude mostrou bem que não estava, ou então optou pelo cinismo, de qualquer das formas, já passou.
Quanto ao natal, o costume, a tradição, o mesmo de sempre. E vocês? Muitas prendas? Eu deixei de ser natalício, por isso é que não dei importância à época e preferi disparatar acerca do que me aconteceu, no entanto espero que a vossa consoada tenha sido agradável. Agora vem aí um novo ano, e isso sim é do que eu gosto! A noite de passagem de ano é que tem de ser em grande festa e eu não me vou poupar! Mas já já vocês saberão mais acerca disso. Até lá…
Beijinhos, Pi*

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

The Missing date...

Para voltar aos meus disparates decidi contar-vos uma história de um date que tive este ano, relembrar aqueles meus casos que não lembram a ninguém e os encontros de último grau mais descabidos de sempre. Vocês já ouviram falar nele, quando o reencontrei numa entrevista de trabalho, mas não sabem como tudo aconteceu entre nós. Ora aqui vai…
Conhecemo-nos como tantos outros, através do site Gaydar, ele havia visto o meu perfil, e eu o seu até que recebo uma mensagem dele. O procedimento já vocês sabem como funciona, troca de algumas mensagens, troca de e-mails, alguma conversa, troca de contactos, até que chega ao date propriamente dito. Mas desta vez as coisas pareciam ir por um caminho diferente, o convite que o “André” me fez foi inesperado. Convidou-me para ir com ele a uma exposição da Absolut Vodka no Bairro Alto, a uma 5ªfeira à noite. Obviamente que disse que sim, já estava a ganhar mais pontos pela originalidade e por não ser cliché.
Eis que a noite surge e nós encontramo-nos no Largo do Camões. Ele chegou atrasado, coisa estranha porque geralmente sou eu quem chega sempre fora de horas. Lá nos apresentámos pessoalmente, eu achei-o ainda mais giro e super fashion, mas não achei grande piada a sermos um pouco parecidos quer a nível de estilo quer fisicamente. Caminhámos até à exposição, sempre em conversa, que fluía naturalmente e sem ser forçada. Conheci a amiga dele, aproveitamos a serventia de Vodka que estava a haver, vimos a exposição (que acrescento, apesar de pequena era bastante interessante) e viemos para a rua continuar a nossa conversa. Infelizmente ele tinha de ir embora cedo pois ainda tinha de passar em casa de um amigo para ir buscar umas coisas, tinha trabalho para fazer ainda nessa noite e no dia seguinte acordava cedo. Demonstrou que era uma pessoa um pouco ocupada a nível laboral, ou que pelo menos passava um momento assim, mas tínhamos muita coisa em comum o que fazia com que pelo menos amigos ficássemos. Eu claro que compreendi a sua situação e disse-lhe que não havia problema, iria ter com os meus amigos e depois voltámos a combinar qualquer coisa. Mas infelizmente teria de ser dali a uma semana pois ele ia para Madrid em trabalho e não nos conseguíamos encontrar antes de ele partir no domingo seguinte.
Quando nos despedimos com dois beijos na face, eu senti que tinha existido uma química, havia gostado da pessoa que tinha conhecido naquela noite e sem dúvida que iria querer voltar a encontrar-me com ele. E sem conter o impulso, enviei-lhe uma mensagem a dizer precisamente isso, que tinha gostado do encontro e que esperava vê-lo em breve. Resposta seguida e pronta da parte dele a dizer que o sentimento era recíproco. Claro que corei e fiz aquele sorriso parvo que todos nós fazemos nestes momentos.
Os dias foram passando, nós sempre a falarmos, até que chega o dia em que ele parte para Madrid. Surpreendentemente liga-me do aeroporto para me dar um beijo de despedida e que avisava quando chegasse ao seu destino. Se já andava com ar de parvo, agora tinha ficado derretido com a atitude dele…
A semana passou sem notícias dele, e eu sem saber se ele tinha chegado bem ou não, o que havia acontecido. Não quis dar uma de psicopata portanto no decorrer dessa semana não lhe disse nada também. Até que a semana chegou ao fim, mais uns quantos dias passaram e eu resolvi mandar uma mensagem a perguntar se estava tudo bem. Foi entregue, mas até hoje estou à espera de resposta.
Não sei o que aconteceu, se aquilo tudo foi uma enorme peta para gozar com a minha cara, se teve algum problema, se afinal não tinha interesse em mim. Independentemente do que lhe aconteceu, sei que fiquei a anhar com este gajo e que tive pena de as coisas não se terem desenvolvido. Tinha sentido qualquer coisa com ele.
Tudo isto só vem sublinhar ainda mais que os gajos andam completamente doidos e que está cada vez mais complicado termos o que quer que seja. As coisas começam a ficar complicadas e este foi mais um atrofiado a juntar à minha longa lista de encontros de terceiro grau. E tê-lo visto meses depois, ele completamente normal, como se nada tivesse acontecido, deixou-me o ego tão em baixo que ainda hoje é complicado às vezes tentar olhar-me ao espelho sem me sentir derrotado. Não que isto tenha sido alguma coisa do outro mundo, que tivesse sido uma história romântica que chegou ao fim. Nada disso, simplesmente foi mais uma hipótese que saiu furada por derivados do destino.
Mas enfim, o horóscopo da revista Bravo disse que eu em 2010 iria ter na minha vida a pessoa que sempre esperei, e eu vou acreditar piamente nela!
Beijinhos Pi… E cuidado com os desaparecimentos súbitos, qualquer coisa não vale a pena ir aos perdidos e achados da Polícia, eu já lá fui e não há nada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vida Agitada

Infelizmente, embora por motivos felizes, o tempo que tenho tido para mim e para as minhas coisas não tem existido. O trabalho tem preenchido metade do meu dia e a outra metade é a dormir, comer, higiene e os belos dos transportes, que pelos vistos vão continuar constantes porque nem às aulas de código tenho conseguido ir.
Mas nem tudo é mau e lá consegui encontrar um tempinho enquanto viajava no comboio de regresso a casa, para vos dizer que estou vivo e bem de saúde (apesar de a minha mãe ter dito que estou mal encarado). Embora cansado e simplesmente derrotado, sinto-me feliz por a minha vida finalmente começar a seguir um rumo certo. Quanto a romances ou noites tórridas? Pois, também andam hipotecados. Faz tempo que não tenho um orgasmo e receio já nem isso saber o que é. Quer dizer, eu saber sei, porque mesmo cansado brinco comigo diariamente (se é que me entendem), mas falo daquele grito de prazer que vem cá dentro quando estamos com alguém.
Enfim. Em breve volto a ter uma vida “normal” e já posso voltar a disparatar. Mesmo que não tenham sentido a minha falta, eu senti a vossa, e já andei a magicar umas quantas histórias para vos contar.
Beijinhos, Pi.*

P.S: Gonçalo, qualquer dia escrevo só uma frase para leres rapidamente, eheh.

sábado, 21 de novembro de 2009

Sexo Público, as experiências!


Promiscuidade ou devassidão? Contudo, e apesar de gostar de sexo, longe de ser libertino… ou será que não? Hoje, sentado à mesa, numa qualquer esplanada de Lisboa, bebericando o meu café e fumando cigarros, comecei a pensar nas diversas relações que já experienciei e cheguei à conclusão de que muitas foram aquelas que não tinham como cenário um quarto e o conforto de uma cama, ou, o cliché solteiro e de quem ainda vive com os papás, no carro. Não pretendo colocá-las aqui em tópicos, uma por uma, ou ser demasiado extenso por cada momento mais obsceno que possa ter tido, quero apenas fazer uma curta viagem por as que me lembro ou acho interessantes partilhar convosco. Estão preparados?
Ora, a mais recente e que me recordo imediatamente por ter sido bastante boa, foi numas escadas de um prédio. Luzes apagadas, tentativa de fazer pouco barulho, o nervoso miudinho de estarmos num local semi-público, a excitação de podermos ser apanhados pelos vizinhos… Tudo isto foram factores que encontro para explicar onde reside o prazer em ter sexo em locais públicos, assim poderão entender as próximas situações. Se não experimentaram, saiam de casa para variar…!
Numa casa de banho de um centro comercial, de uma discoteca ou até de um café. Bem sei que enquanto gay tenho mais facilidade em executar esta, mas o risco não é menor e é muito maior a probabilidade de o problema criado caso sejamos apanhados. “Que horror! Dois paneleiros a ter relações sexuais numa casa de banho!”, diriam certamente. Estas não foram de todo as mais aprazíveis, quer pelas pessoas com quem partilhei o momento, quer pelo local em si. Não é de todo o bestseller do sexo travesso “partilhado” secretamente e de forma dissimulada em público, acreditem.
E por falar em discotecas… E dentro de uma, numa festa da espuma? Confesso, estava bastante alcoolizado nessa noite, mas apesar de isso não ser desculpa para nada, não me arrependo e talvez voltasse a repetir o episódio, mesmo que estando 100% consciente. É que realmente, e voltando ao passando, do que me lembro, aquilo foi um sexo muito bem dado. O facto de estarem pessoas à volta e que podiam estar a ver, o local público em si, o estarmos ambos somente de calções de banho, os nossos corpos suados de encontro um ao outro, a música, todo o ambiente… Foi sem dúvida uma simbiose de todos estes aspectos, a somar à pessoa com quem o fiz, que fizeram desta uma das presentes no meu TOP 10 de quecas chamadas mágicas! E quem sabe, um dia, não a venha mesmo a repetir? Espero depois recordar-me de todos os pormenores…
Na rua? Pois claro que também esta tinha de fazer parte da minha lista. E por mais do que uma vez! A última foi no verão, com um argentino que conheci. Não foi a melhor, aliás, está precisamente no sentido inverso do meu TOP 10, no entanto foi agradável por ter sido com um desconhecido, uma espécie de “queca de verão” (há quem tenha os amores, eu fui ao lado mais descartável da coisa), e por ter sido na rua. Gosto de provocações, como tão bem sabem, e de riscos, e estar à mercê de um crime semi-público excita-me caraças!
Por fim vem as na praia, que eu acho já bastante usual ou frequente para todos nós, e sinceramente até vejo a coisa como mais romântica e tal. Para trás ficaram os momentos no capot do carro, num jardim, na serra de Sintra entre as árvores, numa piscina, na banheira, na cozinha, na arrecadação, ou até, à porta de casa de um amigo. Todas estas servem para demarcar ainda mais que para mim no que toca a sexo, os limites são mais alargados do que para a grande maioria. Se é por ser homossexual e isso fazer de mim, à partida, mais promíscuo e open mind, não sei e tenho as minhas dúvidas. O que importa é que gostei delas e não pretendo ficar por aqui. O que de certo modo até me deixa curioso em relação ao futuro… Onde será a próxima…?
E quanto a vocês? Libertem-se, e mesmo que seja em anónimo, quero ler-vos e saber por onde têm andado a ter orgasmos. Quem sabe não me dêem ideias. Espero por vocês.
Beijinhos, Pi.*

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Casamento Homossexual

Numa altura em que a sociedade portuguesa finalmente parece ter despertado para um tema que tem a sua importância, o Pi decidiu também disparatar aqui a sua opinião. Este, como referi anteriormente, é um assunto que tem uma importância mais acentuada no que me diz respeito, por me tratar também de um homossexual, que pretende ver os seus direitos iguais aos de outros cidadãos, e com isso começo por transcrever em ipsis verbis os dois primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que referem claramente a não discriminação de qualquer ser humano.

Artigo 1.º
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Artigo 2.º
“Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.”

Posto isto, acho que não são necessárias palavras para demonstrar de que o que acontece com a nossa constituição portuguesa, ou qualquer outra constituição de um país em que não seja permitido o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, está de todo errado, quando nos privam a nós, homossexuais, o mesmo direito ao casamento que qualquer cidadão pertencente a esta democracia. Somos todos iguais, temos as mesmas oportunidades, cumprimos, à partida, com os nossos deveres, então deveria ser-nos dado também a mesma opção de escolha no que toca à decisão de querermos ou não casar com o parceiro com quem partilhamos uma relação, quer ele seja do mesmo sexo, ou não.
Acima de tudo a questão que aqui se discute é o facto de para uns ser possível demonstrar o seu amor através de uma cerimónia religiosa, e com ela a consumação de um contracto civil através do estado, e para outros, essa mesma demonstração estar proibida e não poder ir além de uma vida em conjunto, na mesma casa, partilhando a mesma vida que um casal que esteja casado, mas sem os mesmos direitos. Que hipocrisia é esta em que não damos a todos por igual? Que país é este de que nos orgulhamos, mas que depois fechamos os olhos quando encontramos diariamente diferenças avassaladoras e perturbantes? E atenção, não pretendo estar aqui apenas a dar uma de coitadinhos, são descriminados e etc., não, estou aqui a defender um direito que acho justo e que devia prevalecer no bom senso de cada um de nós, porque se não, vejamos.
Eu, para ser sincero, nem sou a favor do casamento, e provavelmente nem nunca optarei por essa via, principalmente pelo casamento religioso, porque simplesmente não acredito que seja necessário eu assinar um papel para provar o meu amor a alguém, e nem tão pouco preciso da cerimónia teatral para mostrar aos outros que sim sou feliz e é com aquele homem que pretendo viver até ao final dos meus dias. Oponho-me a isso, por agora, e não pretendo de todo fazer uso deste direito que venho aqui proclamar. Por outro lado, interpreto o casamento civil meramente como um contracto, em que deixamos seguros, caso venhamos a contrair bens em conjunto, enquanto marido e marido, ou mulher e mulher, para que caso à morte de um dos parceiros, ou de divórcio, possam os mesmos bens ser dados ou repartidos de forma correcta e justa. Esta é a minha visão do casamento, um contracto ou um teatrinho. Mas agora pergunto eu, quantos heterossexuais não vêem o casamento com os mesmos olhos que eu? No entanto sabem que se quiserem podem usufruir no futuro do casamento e viver “felizes para sempre”, mas então e eu? Tudo bem, não o pretendo fazer, mas e se quiser? O que é que eu faço quando conhecer alguém que me faça mudar esta ideia? Pois, não poderei fazer absolutamente nada porque simplesmente não tenho as mesmas oportunidades que a minha prima mais velha que pode casar porque lhe calhou no destino ser heterossexual. Entendem onde quero chegar? Acima de tudo, ao termos as mesmas opções de escolha, independentemente da nossa orientação sexual!
E agora, que após termos dado o nosso voto e o Partido Socialista ter assumido o comando da Assembleia, em que o Senhor Primeiro Ministro nos promete que uma das medidas a ser tomadas, caso vencesse as legislativas, seria a de levar ao parlamento a aprovação de uma lei que permitisse que os homossexuais pudessem usufruir deste mesmo direito, deixando de lado a adopção de crianças por estes, enquanto casais, surge agora meio mundo que pretende um referendo porque pretende exprimir a sua opinião? Então esperem lá, mas não foi este mesmo meio mundo que votou no PS sabendo de antemão que esta era uma das medidas a ser tomadas? Ou esperem, pois é, a eterna desculpa de que não estão informados… Já começa a ser velha e deixa de fazer sentido para muitos casos. E depois, então e aqueles que permitiram que a abstenção atingisse os 39,4% por não terem uma opinião a dar, por se estarem nas tintas, por acharem que é tudo igual e que não vale a pena votar, e por mais outras tantas desculpas idiotas que me dão voltas ao estômago, chegam agora aqui, a tentar opinar e a dizer que sim devemos fazer um referendo porque a sua opinião também conta? Mas que insensatez vem a ser esta? Só lhes interessa votar quando são assuntos que até acham piada ter uma opinião? Quer seja para votar contra ou a favor, esta atitude é no mínimo de quem não sabe mesmo o que anda aqui a fazer. Tratasse de igualdade e de termos os mesmos direitos. É difícil chegar a esta conclusão?
A desculpa máxima que ouvi ontem no debate da RTP, no programa Prós e Contras foi a de que colada à aprovação da legalização dos casamentos homossexuais estaria também a adopção. Bem, no mesmo programa foi dado o exemplo da Bélgica em que entre estas duas aprovações houve uma distância de dois anos. Portanto, porque não existir a mesma diferença no nosso país, ou até de mais anos? O que o Engenheiro José Sócrates colocou na sua proposta eleitoral foi exclusivamente em relação aos casamentos homossexuais, e se assim foi, porque é que usam agora este receio da adopção como desculpa para alimentar uma discussão que já vem de há anos, mas que só agora é que interessa a todos? Temos de ouvir a opinião dos portugueses acerca destes assuntos? Teremos mesmo? Já não a teremos ouvido antes aquando das eleições, ou há mais assuntos a serem discutidos por aqueles que na maioria das vezes cruzam os braços? Por favor, sejamos honestos, o único assunto em debate é o dos casamentos e ponto final, não existem questões secretas ou rasteiras na aprovação desta lei, como alguém afirmava ontem neste mesmo programa. Com franqueza, não usem este “medo” mesquinho como máscara para a vossa xenofobia.
E posto isto, bem sei que existem outras questões pertinentes em que esta descriminação chega a ser ridícula, mas como o país e os órgãos de comunicação acordam agora virados para este assunto, quis também aqui deixar a minha opinião que é simples e clara apesar deste imenso texto: Não ao referendo, Sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo! E vocês? Qual é a vossa opinião? Deixem de ser preguiçosos e deixem-me aqui o que pensam acerca desta questão que eu acho ser importante. Igual ou diferente à minha, gostava de ouvir o que têm vocês a dizer sobre este assunto. Porque só todos juntos e através do diálogo conseguiremos chegar a algum lado!
Beijinhos, Pi.*